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Cirurgiões robóticos ajudam combater câncer de próstata

Mais de 220.000 cidadãos americanos foram diagnosticados com câncer de próstata em 2015, e cerca de 30.000 homens morrem anualmente dessa doença nos EUA. Muitas dessas vidas poderiam ser salvas se o câncer fosse diagnosticado mais cedo. Para ampliar o entendimento público sobre a doença, os EUA reconhecem setembro como Mês Nacional de Consciência sobre a Próstata. Médicos de todo o mundo têm feito grandes avanços no tratamento e na recuperação dos pacientes ao utilizar tecnologia de ponta para simplificar operações e melhorar a educação.

No evento Worldwide Robotic Surgery Event (WRSE24), um evento global de 24 horas que exibiu cirurgias robóticas ao vivo e palestras de quatro continentes, utilizando os canais LiveArena Broadcast, Microsoft Azure e Azure Media Services. Ele representou a terceira parte de uma série médica na qual alguns dos principais cirurgiões robóticos do mundo transmitem operações ao vivo para uma audiência composta principalmente por doutores em treinamento..

Esse evento funcionam ressalta o trabalho de quase duas décadas do dr. Peter Wiklund, urologista, cirurgião e chefe de medicina molecular e ciências cirúrgicas no Instituto Karolinska em Estocolmo, Suécia. “Cirurgia ao vivo é muito educativa porque você pode ver como cirurgiões lidam com problemas diferentes”, afirma Wiklund. “É muito mais realístico para as pessoas assistirem porque o cirurgião e os espectadores têm a mesma visão”.

Wiklund teve seu primeiro encontro com a tecnologia robótica em 2002, no Hospital da Universidade Karolinska. Na época, urologistas exploravam a cirurgia laparoscópica, também chamada cirurgia minimamente invasiva (minimally invasive surgery – MIS), para o tratamento de condições como o câncer de próstata. “Estávamos usando instrumentos longos nos quais pequenos movimentos se traduzem em grandes”, relembra Wiklund. “Além disso, quando você move sua mão para a direita, o instrumento segue para a esquerda. É ao contrário, esquisito e leva tempo de treinamento.”

Wiklund descobriu que uma família na Suécia doou dinheiro para o departamento de cardiologia do hospital para comprar equipamento robótico para pesquisa e educação. Interessado nas possibilidades em seu campo, ele começou a usar o equipamento para algumas de suas operações de câncer de próstata. Quando o departamento de cardiologia descontinuou seu programa, Wiklund o assumiu. Em poucos anos, ele começou a viajar pelo mundo conduzindo operações robóticas em outros lugares com equipamentos similares.

Para enfrentar os desafios de divulgar suas cirurgias, Wiklund começou a transmiti-las em 2005 de Karolinska pela internet, em uma conexão privada.. Ao mesmo tempo em que a solução dava alcance e resolvia a questão da viagem, ela não tinha uma boa qualidade de imagem e levantava questões sobre segurança.

Então, em 2009, ele conheceu o LiveArena, um serviço de streaming administrado pela família que doou o sistema robótico para seu hospital. Na época, o LiveArena estava focado em transmissões de esportes ao vivo, principalmente de clubes juvenis de hockey. Ele nunca tinha sido utilizado no campo médico, mas estava intrigado com a possibilidade.

“Viajamos para o Instituto Karolinska e ligamos nossa solução de produção ao robô para ver se conseguiríamos ter um sinal”, afirma Pontus Eklöf, COO da LiveArena. “Então colocamos isso no Azure e Azure Media Services para transmitir procedimentos cirúrgicos ao vivo do começo ao fim.”

Como a LiveArena apenas recentemente começou a usar a nuvem, não poderia prever o resultado de seus esforços. Ao buscar um fornecedor de serviços de nuvem, a empresa procurou Azure e AWS. O Azure foi a escolha, pois a empresa já usava o framework .NET como base para sua plataforma e o Windows Media Services para suas funcionalidades locais.

A LiveArena atualmente transmite 30.000 eventos ao vivo a cada ano, dois quais até 600 simultaneamente. Com a plataforma,o evento WRSE criou um debate maior sobre cirurgia robótica, atraindo uma plateia que chegou a 4.000 espectadores registrados.

Esses espectadores podem interagir com os cirurgiões e estúdios em tempo real com mídias sociais. Skype, Microsoft, Yammer e Microsoft Pulse todos ajudaram a criar um ambiente interativo para a participação da audiência. Os espectadores da WRSE24 podem comparecer virtualmente a palestras, muitas das quais se sobrepõe, assim eles podem transferir conteúdo após o evento.

Durante o procedimento, os cirurgiões recebem questões pelo Twitter e Microsoft Yammer. Embora isso pudesse ser visto como uma distração, os doutores dizem que é o contrário. “Isso faz com que você foque em todos os aspectos da operação”, afirma Porter. “Além disso, poder ouvir e comunicar enquanto está fazendo coisas com as mãos é uma parte normal da cirurgia. Mesmo quando não estou ensinando alguém, estou me comunicando constantemente com minha equipe.”

Em menos de 15 anos, Wiklund estima que a cirurgia robótica cresceu de um pequeno fragmento em uma indústria com mais de 3.000 sistemas em uso e mais de 10.000 praticantes médicos.

“Acho que isso realmente ajuda ao ensino cirúrgico porque, quando começamos a fazer isso com uma câmera de vídeo, cirurgia laparoscópica e ferramentas robóticas, permitimos a nós mesmos e outros a aprender”, afirma Wiklund.

Fotos e vídeo por Kelly Guenther, da Microsoft.

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