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Como inovar o modelo de negócio da Saúde?

Faz algum tempo desde que li o interessantíssimo livro “Quem mexeu no meu Queijo”, do autor Spencer Johnson. Esse livro é uma parábola que traz lições profundas sobre as mudanças na vida. Basicamente há dois homenzinhos e dois ratinhos que vivem em um labirinto. O objetivo e o sonho de consumo deles são os queijos. Eu achava, antes de ler o livro, meio boba essa história, mas ela traz uma metáfora muito interessante e totalmente aplicável ao mercado da Saúde como negócio (quer público ou privado). Se você ainda não leu, vale a pena.

“Quem Mexeu no Meu Queijo” traz de maneira simples, questionamentos de profundidade impressionante. As mudanças fazem parte da vida e devem acontecer. Por isso você deve estar preparado para elas.

O modelo de negócios que financia a Saúde atual, tanto pública quanto privada, está esgotado ou muito próximo de seu esgotamento. Não precisamos citar as dezenas de análises dos especialistas sobre este assunto – a conclusão é simplesmente óbvia! Não há como sustentar a Saúde do século 21, numa população modificada, com o modelo do século 20. Ou seja, o “queijo mudou de lugar”!

A boa notícia é que há um consenso emergente em torno dos serviços de saúde que os novos modelos de prestação de cuidados necessitam prestar maior atenção à prevenção primária, um modelo melhorado de cuidados primários e comunitários que satisfaça as diferentes necessidades de pacientes complexos. Assegurar uma adoção consistente das melhores práticas clínicas, uma ênfase muito maior na prestação de cuidados da forma mais eficiente e um foco nos resultados e não nos insumos. Novos modelos de prestação de cuidados precisam atender a essas demandas dentro e fora dos hospitais.

Existe um consenso crescente de que a transição para pagamentos baseados em resultados é fundamental para conduzir a inovação de redução de custos entre os prestadores de cuidados de Saúde e para conseguir um sistema de Saúde financeiramente sustentável.

A inovação está levando uma quantidade significativa de mudanças no setor de Saúde. O ônus está sobre os provedores para agir ou ficar para trás. Estamos mudando a cultura de como as pessoas pensam sobre investimentos em Saúde, de uma boa maneira. De certo modo, todos os provedores devem estar perseguindo o tipo de inovação que o mercado está testando, seja através de cuidados responsáveis, investindo em infraestrutura de qualidade, focalizando a análise consistente dos dados (como pelo uso do Big Data) e transparência de desempenho, tudo isso visando melhores resultados na Saúde.

A assistência médica, em suas tentativas de mudança de processo, tem inserido por vezes padronizações não testadas para responder as necessidades do paciente, ao invés da necessidade do negócio. O realinhamento está ocorrendo em todos os lugares, à medida que abandonamos os processos de relatórios (que consomem tempo e recursos humanos) e os substituímos por protocolos orientados a objetivos do paciente e eficiências de fluxo de trabalho centradas no ambiente clínico. Segurança, qualidade e adesão do paciente é o mantra do provedor de Saúde de vanguarda.

A Saúde Digital está estremecendo todas as bases do modelo de negócio ultrapassado da Saúde, que não vão se sustentar. O “UberHealth” está no calcanhar dos atuais prestadores de serviços médicos!


O futuro da Medicina é ter o ponto focal no cuidado do paciente como o objetivo singular. Para atingir esse objetivo, os dados relevantes devem ser assimilados e analisados (o Big Data/Right Data e a Inteligência Artificial terão papel relevante), a equipe de atendimento deve estar conectada e os tomadores de decisão devem ser integrados e claramente comunicados. Ou seja: Não existe Saúde no século 21 que seja sustentável sem interoperabilidade pessoal e sistêmica!

A tecnologia digital deve resolver os seguintes elementos críticos:

1. Segurança, com criptografia para dispositivos móveis e redes

2. Capacidade e produtividade, criando alternativas eficientes às modalidades tradicionais de comunicação

3. Eficiência e economia de tempo, para os clínicos e equipas de cuidados, permitindo a capacidade de resposta a tarefas escaladas apropriadamente

4. Redes de colaboradores engajados e conectados, para referências e coordenação de cuidados

5. Engajamento do paciente, coletando dados em tempo real e atualizando interfaces que podem personalizar o alcance dos cuidados

Foco nos pacientes! Isto inclui capacitar os pacientes a tomar um papel mais ativo na gestão de suas próprias condições de Saúde.

No próximo post vamos explorar algumas das ideias inovadoras sobre os modelos de negócios que podem trazer a sustentabilidade para a Saúde do século 21.

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Abraços a todos!

Guilherme Rabello, Gerência Comercial e Inteligência de Mercado da InovaInCor – InCor / Fundação Zerbini.

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