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Empresa de dispositivos médicos Hi Technologies se associa à Positivo Informática

Instalada em Curitiba, a Hi Technologies ( HiT) que produz oxímetros, aparelhos para monitoramento de partos, sistemas de laudos de eletrocardiogramas e detectores de apneia do sono, fez um acordo com a Positivo, que adquiriu 50% da empresa de produtos para saúde.

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Marcus, Hélio, Sérgio e Carlos com os oxímetros HiT

“Nosso foco é reinventar e humanizar a tecnologia médica com a HiT e já o havíamos apresentado a diversos fundos de investimento, cujas conversas não nos entusiasmaram porque não encontrávamos quem compartilhasse da nossa missão. Quando fomos à Positivo, nós percebemos de imediato que a proposta de valor da nossa empresa havia sido compreendida e que havia muita sinergia na forma como enxergamos a inovação, o que facilitou as nossas próximas conversas e nos fez evoluir com a negociação rapidamente”, destacam Marcus Figueredo,  CEO e cofundador da HiT e Sérgio Rogal Júnior, CTO da empresa.

Hélio Bruck Rotenberg, presidente da Positivo, conta que estavam no radar da companhia algumas iniciativas vinculando tecnologia e medicina. “Para nós, já estava claro que há um mercado gigantesco para dispositivos que ajudem na prevenção e no diagnóstico de doenças. Quando passamos a discutir mais a fundo a proposta da HiT, entendemos que haviam criado produtos fantásticos e que, juntos, poderíamos estudar formas de ampliar performance e ganhar escala de produção para atender a demanda que está reprimida”, ressalta Hélio, que dá mostras de estar pensando alto sobre os próximos passos da HiT. “De olho no futuro, por que não trabalharmos para tornar esses aparelhos globais, para auxiliar no monitoramento de epidemias, por exemplo?”, questiona.

Em janeiro, a Positivo concluiu a compra de 50% da HiT. Figueredo e Rogal permanecem na direção da companhia e, desde então, vêm trabalhando junto com a Positivo para criar as condições para que a sociedade alcance novos patamares. O intuito é poder contar com a experiência e a escala da Positivo sem limitar a agilidade e a capacidade da HiT.

Diversos processos da companhia estão sendo revistos, desde os aspectos ligados à administração até áreas como a compra de insumos e desenvolvimento de produtos. Para apoiar os empreendedores na tomada de decisões estratégicas, está sendo criado um conselho administrativo. Como fruto desse trabalho, além de ofertar ao mercado um portfólio completo e atualizado de produtos, em breve, a HiT vai trazer ao mercado novos produtos que irão ampliar sua área de atuação.

Hospitais de todo o país

A HiT nasceu como uma empresa totalmente virtual em 2004, na Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec), com o desenvolvimento de um software para monitoramento remoto de pacientes. Um ano antes, o projeto havia começado na universidade, quando Figueredo, Rogal e outros três estudantes criaram esse sistema de telemedicina que se adaptava a qualquer equipamento médico, por influência de um professor pesquisador do assunto. Em 2005, o sistema foi a primeira patente da HiT, batizada de Rede OpenVida.

“Mesmo após patentearmos o sistema, visitamos dezenas de médicos e hospitais durante dois anos e não efetivamos nenhum negócio. Estávamos com vinte e poucos anos e não havia abertura do mercado médico naquele momento para comprar de novatos”, conta Figueredo. Pelo caminho, ficaram três dos colegas empreendedores, que preferiram seguir a carreira acadêmica. “Nós, porém, nunca deixamos de acreditar que seria possível reinventar a tecnologia médica e humanizá-la, especialmente quando ouvimos de um médico que ele havia salvado um paciente graças ao nosso aparelho. Nesse momento, não podíamos mais parar”, acrescenta Figueredo.

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Oxímetro

Do papel à prototipagem, foram dois anos para o desenvolvimento do oxímetro de pulso, um equipamento customizável que monitora os pacientes nas mais diversas situações, por exemplo, em ambulância, sala de cirurgia, quarto ou posto de saúde, dependendo do aplicativo instalado.. Depois disso, vieram os equipamentos específicos para detecção de cardiopatias em recém-nascidos, para registrar e monitorar o progresso do trabalho de parto e para monitoramento de sono, todos eles cerificados.

Atualmente, há aparelhos da HiT em uso no mundo todo. E um dos médicos que inseriram o oxímetro em sua rotina com sucesso foi o neonatologista Ênio Machado, de 53 anos. Segundo ele, quando saiu a obrigatoriedade do “Teste do Coraçãozinho” para triagem neonatal de Cardiopatias Congênitas Críticas em recém-nascidos, em 2013, pesquisou para saber qual era a melhor opção para a realização do exame e conheceu o aparelho HiT para Teste do Coraçãozinho. Desde então, na Maternidade Curitiba, o teste é realizado somente por meio dele em cerca de 10 pacientes por dia. Nos três anos de uso, o médico estima que foram realizados aproximadamente 9 mil exames em pacientes da Maternidade Curitiba e de outros hospitais que a indicam, pelo fato de ser mais preciso que o oxímetro convencional.

Segundo o doutor Ênio, os maiores benefícios do dispositivo são a comodidade que adiciona à rotina de trabalho e a possibilidade de armazenar os resultados e compartilhá-los com os pais. Eu sou muito criterioso no que eu faço e posso afirmar que este tipo de tecnologia facilita o dia a dia e traz segurança ao trabalho médico, ao emitir um laudo em dois minutos com toda precisão. Desde que adotamos o aparelho, dos meus pacientes, cinco testes do coraçãozinho mostraram alterações. Quatro pacientes foram encaminhados para especialistas para a realização de exames e, em um caso específico, o diagnóstico rápido foi prescindível para o encaminhamento de um recém-nascido para o Hospital Pequeno Príncipe para realizar uma cirurgia que salvou a vida do bebê”, exemplifica o neonatologista. A assistência prestada pela HiT também é um fator positivo, de acordo com o médico. “A HiT forneceu todo suporte e treinamento necessário para o pleno funcionamento do dispositivo, que é atualizado constantemente. Além disso, vários feedbacks que demos à equipe foram ouvidos e aplicados ao produto, como a inserção de letras nos prontuários e melhoras nos compartilhamentos dos laudos, entre outros”, complementa o médico.

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