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Fiocruz desenvolve sistema para estudar a associação entre infecção pelo zika vírus e microcefalia

No contexto de uma situação de emergência em saúde pública, decretada por uma epidemia de microcefalia, tornou-se necessário o desenvolvimento de vários estudos epidemiológicos e a criação de uma plataforma que atendesse às demandas dessa nova realidade. Neste sentido foi desenvolvido um sistema para armazenar os dados coletados em campo pelos pesquisadores do grupo MERG (Microcephaly Epidemic Research Group) ligados à Fiocruz Pernambuco.

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O sistema funciona como uma plataforma para a gestão de questionários sobre o zika vírus. Ele permite catalogar as informações recebidas em diferentes estudos e fazer o cruzamento dos dados obtidos pelas entrevistas, exames e laudos, facilitando assim o desenvolvimento das pesquisas. Ele extrai planilhas XLS que podem ser utilizadas em softwares de estatísticas, como R, Stata, o Epi Info, etc. Por enquanto, ele está sendo utilizado em Pernambuco.

A plataforma possui um módulo de senhas com diferentes níveis de acesso e opções diferenciadas. Todos os dados são criptografados e protegidos por firewall, além de quatro zonas de proteção. Para o pesquisador, a plataforma funciona de modo simples e intuitivo. Basta ele ter a senha de acesso para poder extrair dados dos questionários e fazer os cruzamentos dos estudos de que precisa, utilizando um software de sua preferência.

Único responsável pelo desenvolvimento, o coordenador do Serviço de Informática da Fiocruz PE, Eduardo Jaime Ferraz, conta que levou três meses para finalizar o sistema com a ferramenta GeneXus Evolution 1. “Atualmente o sistema funciona apenas pelo browser, mas devido à sua importância nos estudos, já estamos trabalhando na migração para o formato mobile. Para os pesquisadores é importante que ele seja acessado por dispositivos móveis e que, principalmente, funcione também off-line. A atualização está sendo feita em GeneXus Evolution 3 e, até o final do mês de outubro, as novas funcionalidades já poderão ser utilizadas.”

Atualmente o sistema está sendo adotado para o trabalho do Merg, Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco. São 10 pesquisadores de diversas instituições com diferentes especialidades, como: epidemiologia, doenças infecciosas e clínicas, investigadores na área da saúde reprodutiva, pediatras, neurologistas e biólogos. O grupo trabalha em colaboração com a Secretaria de Saúde de Pernambuco e com o Ministério da Saúde do Brasil. O case foi apresentado em um evento da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado recentemente no México.

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