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FSP realiza evento para conscientizar sociedade sobre segurança dos pacientes

No dia 17 de setembro próximo, a FSP – Fundação para Segurança do Paciente, capítulo brasileiro da Patient Safety Movement, dos Estados Unidos, realizará um trabalho de divulgação e conscientização da população sobre a questão de eventos adversos na área de anestesia.

Segundo Aline Yuri Chibana, presidente da entidade criada em dezembro do ano passado, e profissional do AC Camargo Câncer Center, o evento marca o Dia Internacional da Segurança do Paciente, que será realizado em países como Alemanha, Suíça, Áustria e agora Brasil, para dar maior transparência ao tema entre os profissionais, pacientes, familiares, instituições, empresas e sociedade em geral.

Outra iniciativa para conhecimento sobre segurança do paciente está sendo realizado pelo cientista de dados Ricardo Cappra, especialista em Business Analytics, que recentemente realizou um trabalho com a Unicef sobre o problema do Zika Vírus, além de já ter trabalhado na campanha do presidente Obama e empresas como Microsoft, Globo, Petrobras, Coca-Cola e Americanas.

Aline explica que o especialista está pesquisando no mundo todo tudo ao que ser refere com segurança do paciente, para entregar um relatório detalhado para que entidade tenha uma melhor compreensão e avaliação sobre as questões globais em relação ao tema, uma vez que existe muito pouca pesquisa e informação sobre o assunto.

Os dados da entidade norte americana diz que problemas relativos à segurança do paciente são a terceira causa de morte nos Estados Unidos, superada por câncer e problemas cardiovascular, contabilizando cerca de 400 mil casos. “No Brasil não existem dados sobre o assunto. Apenas trabalho feito pelo pesquisador da Fiocruz, Valter Mendes, no ano de 2013 mostrando que aconteceram 7,6% dos eventos adversos, dos quais 66,74 % poderiam ser evitáveis”, explica.

A entidade também apoia um aplicativo criado pelo Dr. Christian Englert, da Sociedade de Anestesiologia de São Paulo – SAESP, pelo qual, os profissionais de saúde podem comunicar de forma sigilosa os incidentes acontecidos durante e após as cirurgias, com o objetivo de gerar uma base de dados para se entender melhor os procedimentos.