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O novo modelo de negócio da Saúde se chama “Paciente Engajado”!

“A falta de envolvimento do paciente é o tendão de Aquiles da prestação de cuidados na Saúde” – Dr. Terry McGeeney

Desde a adoção (e adaptação) de novas tecnologias para a construção de melhores relações médico-paciente, para facilitar aos pacientes a obtenção de informações sobre sua saúde, ou facilitar o agendamento de consultas, todas as previsões de especialistas têm uma coisa em comum, um aspecto crucial: Engajamento do Paciente!

Por isso, no último artigo “Como inovar o modelo de negócio da Saúde? destaquei o Foco nos Pacientes! Isto inclui capacitar os pacientes a tomar um papel mais ativo na gestão de suas próprias condições de Saúde, permitindo simultaneamente uma maior diferenciação de serviços com base nas necessidades e resultados desejados.

Vamos explorar algumas das ideias inovadoras sobre os modelos de negócios que podem trazer a sustentabilidade para a Saúde do século 21.

Em primeiro lugar, os pagadores (e os pacientes) devem redefinir as funções que esperam que os provedores exerçam e estabelecer claramente que desejam que esses papéis correspondam às necessidades dos pacientes do século 21. Em um sistema caracterizado pela complexidade, especialização, alta prevalência de doenças crônicas e uma proliferação de novas drogas e dispositivos, os sistemas de Saúde públicos e privados precisarão menos de provedores de componentes (os que oferecem “peças e partes”) e que se especializaram em uma única tarefa – como equipamentos que geram imagens de diagnóstico sem análise das mesmas. Em vez disso, precisarão de mais provedores que “curam” (ou seja, podem atingir objetivos específicos para os pacientes durante os períodos de atendimento) e “parceiros” (provedores que podem ajudar a melhorar a Saúde e o Bem-estar de um paciente por um período mais longo de tempo). Hoje poucos provedores agem como “aqueles que curam”, ou são recompensados ​​por atuarem assim, ou mesmo por serem vistos como “parceiros” do paciente. Ganham mesmo é na linha de produção de procedimentos e serviços – o modelo velho da Saúde.

Em segundo lugar, a transição para pagamento baseado em resultados deve acontecer em escala – uma quantidade razoável de provedores em um mercado local precisa migrar para o modelo de pagamento baseado em resultados, e uma parcela considerável da receita de cada provedor deve ser baseada em resultados. Qualquer esforço menor será insuficiente para vencer a inércia dos provedores no atual modelo de recompensa por procedimento e então justificar os investimentos necessários. Reunir estas condições será difícil para qualquer fonte pagadora (empresas ou pacientes) se estiver sozinha. Torna-se mais viável se unirem forças.

Terceiro, a transição para o pagamento baseado em resultados deve focalizar inicialmente períodos de cuidados ao paciente. Como os períodos têm, por definição, uma duração finita, é relativamente fácil determinar conjuntos de informações para identificar quais os melhores provedores podem resolver problemas médicos específicos de forma mais eficaz e com um custo menor do que outros provedores.

Vamos exemplificar: Se olharmos apenas os hospitais, o objetivo desta nova abordagem é recompensar os provedores que entregam o resultado desejado pelo paciente, que seria ter alta hospitalar em um prazo rápido, sem readmissão por complicações evitáveis e para proporcionar a melhor experiência ao custo-benefício mais adequado e viável.

Para enfrentar o aumento do custo das condições crônicas de Saúde e da adoção das inovações tecnológicas, os sistemas de Saúde devem encontrar formas eficazes de levar as pessoas a adotar comportamentos mais saudáveis. Uma nova abordagem centrada na pessoa para a mudança de comportamento é suscetível de melhorar as chances de sucesso.

As mudanças também podem tornar a vida mais fácil para médicos, especialistas e outros profissionais de Saúde. Mas no final das contas, é que a verdadeira Saúde do século 21 não será focada mais no profissional da Medicina ou os provedores (hospitais, clínicas ou centros especializados). No futuro cada vez mais próximo, será tudo sobre o Paciente e como ele ou ela se engajam na sua jornada de Saúde!

Talvez alguns pensem sobre este assunto da inovação do modelo de negócio na Saúde como uma missão impossível de ser realizada. Sim, talvez seja se não ousarmos na visão, na missão e na equipe de profissionais que liderará esta jornada. O presidente americano John F. Kennedy disse no começo da década de 60 que antes do final da década o homem iria a Lua e voltaria. Pois é, havia uma liderança com Visão, foi dada uma Missão e se juntou uma Equipe de profissionais fabulosos que lideraram a jornada do homem a Lua. Está aí uma lição a ser aplicada na Saúde do século 21!

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Abraços a todos!

Guilherme Rabello, Gerência Comercial e Inteligência de Mercado da InovaInCor – InCor / Fundação Zerbini.