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Operadoras de planos de saúde devem inovar a gestão para atender demandas do cliente, diz especialista

Os gastos com saúde suplementar no Brasil representam o segundo maior custo das empresas. Atualmente, de 8% a 15% do custo do funcionário está destinado ao benefício saúde, o que faz dos empregadores responsáveis por aproximadamente 85% do financiamento da saúde suplementar, de acordo com dados compilados pela Accenture, consultoria de gestão, serviços de tecnologia e outsourcing.

Diante desse cenário, juntamente com o fato de enfrentarem uma autêntica avalanche de ações judiciais, que somente em 2014 totalizaram R$ 843 milhões, as operadoras de planos de saúde se defrontam com a necessidade de aumentar a eficiência e a reduzir custos, ao mesmo tempo em que devem ter uma participação ativa na melhoria nos índices de atendimento. “Quem paga a conta quer um resultado diferenciado e uma mudança no modelo atual”, observa Luciane Infanti, diretora para estratégia em saúde da Accenture.

Por isso, diz a especialista, é preciso que elas identifiquem os pontos de concentração de custos e perfil de acesso, por meio de uma nova gestão refletida num painel de controle que permita monitorar seu risco, qualificação de acesso e redução de custos.

“A consolidação das metas deve ser orientada na redução do risco, no uso qualificado, no engajamento do cuidar e na satisfação”, explica Luciane, ao ressaltar a importância de se ter um modelo de gestão estruturado, com foco em serviços, operação e saúde, comitês técnicos médicos e de risco.

Com resultados atingidos através da estruturação do modelo de gestão do benefício, reorientando as relações com os planos e a rede assistencial, os planos de saúde e os provedores médico assistenciais devem se preparar para este novo modelo. Os desafios, segundo Luciane, extrapolam os produtos e perfis de acesso, alterando as relações com o sistema de saúde e seu modelo de contratação. Entre as questões que as empresas devem procurar responder é: Como engajar os colaboradores e transformar a cultura de uso? Como gerenciar sem se tornar uma empresa de saúde?

Outro ponto essencial, citado por Luciane é que a qualificação da rede credenciada seja reorientada para avaliar a qualidade assistencial e atendimento dos novos programas e planos terapêuticos.(Erivelto Tadeu, da TI Inside)