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Pesquisa da Salesforce revela como pacientes e médicos se comunicam

A Salesforce  acaba de divulgar seu Relatório de Pacientes Conectados de 2016 (Connected Patient Report), que entrevistou 2.025 adultos, dos quais 1.736 possuem planos de saúde, para compreender de que maneira eles se comunicam com seus prestadores de serviços, assim como suas opiniões sobre telemedicina e wearables, e suas experiências pós-alta do hospital.

O setor de saúde está passando por uma mudança gigantesca, com nova regulamentação, modelos de reembolso em transformação e uma base de pacientes com cada vez mais conhecimento de tecnologia, o que coloca ainda mais pressão nos prestadores de serviços. Além disso, as novas tecnologias como dispositivos portáteis e telemedicina estão permitindo que as pessoas assumam um papel mais ativo com relação à sua própria saúde. O Relatório de Pacientes Conectados de 2016 da Salesforce descobriu que os pacientes querem interagir com seus médicos de formas mais modernas e pessoais, e que os prestadores de serviços que aproveitarem essas novas tendências estão no caminho do sucesso.

“Com a prevalência mundial generalizada de condições crônicas como diabetes e doenças cardíacas, os indivíduos e profissionais de saúde precisam inovar para reforçar hábitos mais saudáveis e se manter conectados”, diz Amy McDonough, vice-presidente e gerente geral do Fitbit Health Group. “Existe uma clara oportunidade para a tecnologia fechar a lacuna da comunicação entre paciente e prestador de serviços, e plataformas como Salesforce e Fitbit já estão ajudando a tornar isso uma realidade”.

Principais resultados do relatório

Pacientes que possuem plano de saúde estão satisfeitos com seus médicos de pronto atendimento, mas não utilizam tecnologias modernas para se conectar com eles.

– 90% estão satisfeitos com seus médicos, mas ainda usam canais tradicionais para se comunicarem, como marcar consultas pessoalmente (23%) ou pelo telefone (76%).

– 62% dos pacientes que têm plano de saúde confiam em seus médicos para gerenciar dados, enquanto 29% − incluindo 35% dos Baby Boomers (com 55 anos ou mais) − guardam seus históricos em um local de armazenamento físico, como uma pasta ou uma caixa de sapatos.

– Quase metade dos pacientes que têm plano de saúde (48%) consultam o mesmo médico há mais de 10 anos, mas 33% acham que seus médicos não os reconheceriam se cruzassem com eles na rua.

Pacientes são favoráveis à telemedicina e ao monitoramento da saúde em casa, e esses serviços seriam relevantes caso resolvessem ter um cuidador.

– 62% dos pacientes que têm plano de saúde estariam abertos a tratamentos virtuais de saúde – por exemplo, videoconferência para assuntos não urgentes − como alternativa a consultas médicas presenciais.

– 59% dos pacientes que têm plano de saúde − e 70% da Geração Y (de 18 a 34 anos de idade, os chamados Millenials) − escolheriam um médico que oferecesse um aplicativo móvel (que permita aos pacientes marcarem consultas, consultarem e visualizarem seus dados de saúde etc.) ao invés de um que não ofereça.

Pacientes querem que seus médicos tenham acesso aos seus dados reunidos nos dispositivos wearable de rastreamento de saúde para que proporcionem um atendimento mais personalizado.

– 78% dos pacientes com plano de saúde e wearables querem que seus médicos acessem os dados de seus dispositivos para que possam ter visibilidade de seu estado de saúde (44%), utilizem as tendências dos dados de saúde para diagnosticar doenças antes que se tornem graves ou terminais (39%), e proporcionem um atendimento mais personalizado (33%).

– Para 67% dos componentes da Geração Y, seria muito ou bastante provável que usassem um dispositivo wearable de saúde fornecido a eles por suas operadoras de planos de saúde em troca de mensalidades potencialmente melhores com base nos dados reunidos.

Pode haver melhora na comunicação durante o processo de pós-alta.

– 26% dos pacientes que têm plano de saúde foram hospitalizados ou tiveram uma pessoa da família hospitalizada nos últimos dois anos.

– Para 61% desses adultos, o processo de pós-alta poderia ser melhor, especialmente na comunicação entre seus médicos e outros membros de suas equipes de atendimento (38%).