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Pesquisadores da Unigranrio tem projeto sobre novas formas de diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer

O Laboratório de genética da Unigranrio (LabGen), um dos mais importantes do Estado do Rio de Janeiro, foi contemplado recentemente com projeto financiado pela Faperj, com objetivo de diagnosticar, no prazo de até três anos, genes moduladores da doença de Alzheimer, através de pesquisas que poderão identificar precocemente o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. Pedro Cabello, professor da Unigranrio e responsável pelo LabGen, é docente do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Ele é doutor em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP).

Ele explica que com a expectativa de vida aumentando em todo o mundo, a propagação de doenças neurodegenerativas também é evidente no Brasil. A equipe do LAbGen é formada por alunos da área biomédica, de Iniciação Científica da Unigranrio, com mestrado e doutorado.

A ideia desse estudo sobre  Alzheimer é que ele possa colaborar para montagem de um perfil genético que permita a busca de novas formas de diagnóstico precoce dessa doença.

A ideia de ‘antes tarde do que nunca’ não vale para pesquisadores da Unigranrio. A identificação de marcadores clínicos que possam indicar existência da Doença de Alzheimer, antes que ela se agrave demais, poderá ser um avanço para o tratamento e qualidade de vida de pacientes em todo o Brasil. “Os objetivos básicos de nossa proposta estão voltados ao estudo, tanto de poliformismos localizados nos genes COMT, BDNF, PLCG2 e TREM2, assim como no rastreamento  do gene PSEN1, a fim de que possamos montar um perfil genético que permita a busca de novas formas de diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer. Esperamos contribuir não só para o melhor conhecimento dessa doença, mas também para a formação de recursos na área científico/tecnológica”, define o cientista, acrescentando que “a maioria dos pesquisadores que se dedicam ao estudo sobre Alzheimer investigam essa doença de forma tardia”

“Nesse projeto aprovado pela Faperj, estamos estudando fatores genéticos envolvidos no desenvolvimento de uma das principais doenças da população idosa: Alzheimer, causadora de demência mais comum no mundo, com cerca de 46,8 milhões de pessoas portadoras dessa enfermidade. E há projeções que mostram que, em 2050, o número de pacientes será triplicado em todo o mundo. Atualmente estamos coletando sangue de cerca de 300 pessoas com idade superior a 50 anos, num posto de saúde de Duque de Caxias, no setor de geriatria, com objetivo de saber o genoma delas, com rastreamento de genes, identificando, assim, se apresentam alguma probabilidade de vir a ter essa doença”.

O Laboratório de Genética Humana da Unigranrio (LabGen), criado em 2012, dá suporte para diagnóstico preciso de doenças raras, além de proporcionar qualificação para alunos dessa universidade através de projetos de pesquisa e práticas experimentais sobre conceitos teóricos absorvidos em sala de aula

A equipe científica desse laboratório pesquisa fatores genéticos envolvidos no desenvolvimento de doenças complexas, tais como Alzheimer, Parkinson, entre outras. O LabGen não cobra nada pelos exames investigativos, sendo que, atualmente, colabora com diferentes instituições e hospitais do Estado do Rio de Janeiro.