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Abrindo a 10 a. edição do Fórum de Saúde Digital, promovido pela TI Inside na última segunda-feira, 2, no WTC em São Paulo, o painel Monitoramento Remoto de Saúde e Telemedicina discutiu como as organizações de saúde obtém mais sucesso concentrando seu foco no paciente, a fim de ganhar mais clientes e minimizar custos.

Composto por especialistas do setor de saúde como Fernando Paiva (VP de transformação Digital da Carenet), Dr. Koshiro Nishikuni (neurocirurgião do Hospital Santa Cruz), Leonardo Gross ( líder para AL de Soluções Digitais da GE Healthcare) e Dr. Gabriel Variane ( Hospital e Maternidade Santa Joana), o painel mostrou que hoje os sistemas de  Telemedicina permitem que as relações à distância, seja entre médicos e pacientes, ou entre médicos e seus colegas, ou entre qualquer profissional de Saúde se viabilizem de forma prática, trazendo melhor resultado para todos os envolvidos.

“Um suporte efetivo ao paciente pode solucionar repetidas internações e uso desnecessário do pronto atendimento entre outros. Ao tratar o indivíduo de forma  holística com ajuda da Telemedicina  e o monitoramento remoto, opta-se por uma gestão preventiva da saúde dos segurados. Estes são instrumentos preditivos, que ajudam a forma como o gestor vê seu negócio e como coloca o paciente no foco principal do atendimento”, alerta Dr. Gabriel Variane.

A telemedicina convencional, rodeada por imagens médicas para diagnóstico, transferência de arquivos, compartilhamento de telemetria, feitas em geral entre médicos, ou entre centros de pesquisas, está invadindo a realidade da saúde em qualquer localidade, há também uma democratização de acesso para todos os pacientes. Mas para que seja plena, uma série de outras disciplinas, por meio de novos núcleos de assistência médica, devem ser conectados para que ao final possa haver o efetivo acompanhamento remoto dos pacientes. “Estamos diante de uma revolução promovida pelas tecnologias de informação e comunicação, que vieram atender uma demanda antiga de resolver problemas”, salientou Fernando Paiva, da Carenet.

Projetos de telemedicina exigem um investimento inicial, que inclui hardware com capacidade para vídeos e imagens, internet de alta velocidade, prontuário eletrônico, sistemas de gestão e outros softwares, específicos para cada especialidade, além de treinamento, adequação de processos e mudança de mindset. Entretanto, após a implementação, o modelo de atendimento tende a reduzir os custos, seja na assistência propriamente dita – com redução de filas, agilidade na consulta, entre outros -, seja minimizando a necessidade de exames e cirurgias de alta complexidade, cujo valor mais elevado onera em muito as instituições,  mas, como disseram os especialistas, o mais importante é possibilitar o acesso a milhares de pessoas que estão em localidades distantes dos grandes centros, num território de dimensões continentais como o Brasil.

“Como tudo em tecnologia, o tempo e a experimentação irão adequar as realidades entre pacientes e instituições de saúde, no entanto o atendimento focado no paciente aliado a tecnologia está por demonstrar como novos modelos de negócio em saúde poderão surgir  ao mesmo tempo com significativa redução de custos”, disse o dr. Nishikuni , do Hospital Santa Cruz.